ÉTER- NA- MENTE


03/12/2011


PAIXÃO DA MENTE: APAIXONADAMENTE

 

Quanto mais te tenho,

Mais te quero!

Imagine se te tivesse sempre?

Mesmo quando tu, meu amor, ausente,

Ainda assim excitas meus desejos,

Necessidades e anseios

Ocultos, mantidos em forma latente.

Paixão que me arremata pra tua fronte,

Pra teu ser, pra tua frente;

Vontade insensata de te ver,

De te ter, de te abraçar,

De ficar, em fim,

De sentir teu cheiro,

Da tua boca à flor de teu ventre;

De curtir o calor de teus seios

Sobre meu peito cansado, porém contente,

Apesar da angústia pelo pouco tempo que tivemos

Tempo que nos afastará fatalmente.

Ó Tristeza que me invade aos poucos

Meus pensamentos,

Meus nervos e minha mente.

Amada,

Gata dos meus sonhos,

Pelo menos neles

Tua presença é constante,

Invariavelmente...

Numa imagem,

Ou numa miragem,

Uma certa linda Gata Selvagem

Reanima minha vida demente.

 

Escrito por Makalé Gomes às 23h07
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11/07/2011


BEM-TE-FY

 

Quando bem te vi,

Bem te quis

Adorável menininha.

Linda!

Vem cá, Sofia...

Nannnnnnão!

 

Sorriso faceiro,

Cabelos cacheados,

Finos loiros, dourados,

Ô caminhado matreiro...

E logo te chamei de Fy.

 

Hoje, balançando lá do fio

A avezinha me acorda

Ainda de madrugada

Parece até serenata

Gritando Fy, Fy;

Bem te Fy, bem te Fy.

Me convidando logo cedo

A lembrar de Ti...

 

Saudade de Sofia!

Bem-te-vi.

Bem-te-quis.

Bem-te-Fy.

 

Escrito por Makalé Gomes às 15h44
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09/03/2010


ÉTER-NA-MENTE

A assepsia da mente

É eternamente precisa

Para uma eternamente propícia

Condição de pensamentos

 

Éter na mente mundana

Éter na mente covarde

Éter na mente insana

Éter na mente que arde

 

Éter na mente doente

Éter na mente cretina

Éter na mente demente

Éter na mente sovina

 

O contrário, porém

É ter na mente saúde

É ter na mente virtude

É ter na mente o bem

 

É terna a mente que reza

É terna a mente que vela

É terna a mente que brilha

É terna a mente que cria

 

É ter na mente a nobreza

É ter na mente a razão

É ter na mente a beleza

É ter na mente a paixão

 

Função por função

Dilema por dilema

É ter na mente a solução

Para um eternamente problema

 

Escrito por Makalé Gomes às 22h09
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22/02/2010


OS OLHOS DA GATA

Seus olhos me olham...

Semblante fechado,

São típicos de uma Gata

Quando fita o amado

           (apaixonado!).

 

Penetrantes e fatais,

Fascinantes, sedutores,

Provocantes, minados.

 

Eu olho seus olhos

Mutantes de cor;

Do mel ao fel,

Meio claros,

Meio opacos,

Conforme teu humor.

 

Suas pupilas contraindo,

De um jeito próprio: felina!

Regulando meu foco,

Captados perfeitos

Somente em tua retina.

 

Haja luz e haja brilho,

Teus içados e lindos cílios,

E íris de um castanho dourado;

Lindos sorrindo!

Quando sérios,

Mais belos ainda.

 

Falo dos olhos que iluminam meu céu,

Minha alma e meu chão;

Falo dos olhos que emolduram meu ser,

E perfeitamente minha imagem,

Falo dos olhos que despertaram minha paixão,

Falo dos olhos de uma certa Gata Selvagem.

Escrito por Makalé Gomes às 20h07
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12/02/2010


NA SAÍDA DA ESCOLA

Na hora da saída

A confusão é enorme,

Elas vêm embaralhadas

Todas com o mesmo uniforme.

É difícil discernir:

Ali, aquela, talvez!

Mas são muitas jovens, magras e branquinhas

Que saem de uma só vez.

Entre Éricas, Pricilas e Jéssicas,

Umas Marceles e outras Marianas,

Finalmente satisfeito avisto

Minha querida filha: Juliana.

Versos de um pai bobo

Palavras de um pai boboca

Mas o que interessa, no caso,

É o amor que se revela ao acaso.

Escrito por Makalé Gomes às 17h55
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AVALIANDO EJA

Tem horas que fico ali

Pensando, sentado

E, sem querer

Avaliando um fato

Olhando os semblantes pesados,

Gestos e jeitos

Incertos, incomodados

De alunos amedrontados

Respondendo (ou tentando!)

Uma prova de Matemática.

Mas podia ser de Geografia,

História, Ciências ou Gramática...

O que vejo, no caso,

É o retrato de uma “pobreza”,

Dela mesma (em sentido lato)

Dizendo presente em sala de aula.

A cara dos desprezados,

A agonia dos saberes ignorados,

Dos sem futuro, desafortunados,

Das dignidades negadas.

São subprodutos da negligência

E da incompetência do Estado.

−A periferia da sociedade.

Tratados como “plebe, rude, ignara”

Não têm nada a perder

Nem tão pouco a ganhar...

Submetidos a educadores insensíveis,

Desmotivados ou incapazes

(ô serviço que deixa a desejar!)

Cidadãos de que classe?

Vítimas de um projeto caótico,

Mal-concebido,

Falido, falhado

Que ainda os promove

Sem mérito ou legitimidade.

−Avaliados pela metade.

Passivos ou indiferentes,

Revoltados ou carentes,

Outros rebeldes

Por justa causa.

E eu ali, parado...

Impotente (ou demente?),

De frente e pertencente

A esse sistema inoperante,

Alienante, errante, errado.

−Avaliando sem ser avaliado.

Observo-os indignado...

Sujeitos indefinidos?

Elementos neutros?

Seres inanimados?

Que valor tem seu presente?

Que valor tem seu passado?

Quando serão de fato

Produtos notáveis?

Conhecimentos áridos, voláteis

São sistematicamente a eles repassados.

Como se fossem homens sem predicado.

Como se fossem pontos fora do gráfico.

Nem tanto ao campo, é verdade;

Nem tão pouco à cidade.

Umas “she”!,

Outros “He”!,

Mas onde vão mesmo usar o verbo “to be”?

O conteúdo escolar tem pouco que ver

Com suas realidades!

E a nota do teste?

Vai depender das tais competências e habilidades

(dos mestres!)

 

 

Escrito por Makalé Gomes às 17h53
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31/01/2010


O SINO DO CEMITÉRIO

“Glória ao Pai, ao Filho

E ao Santo Espírito...”

É bem sabido

Que ambientes sagrados

Dotados de magia, lendas ou rituais divinos,

Ou mesmo naqueles ditos macabros,

Envolvem, de certa forma,

Uma boa dosagem de mistério,

Sobretudo se há um sino

Que se toca dentro do cemitério.

É uma homenagem de alguém

Deste mundo para o além,

Dos vivos para os desencarnados.

Seu som grave e solitário

É bucólica trilha sonora

Para o funeral, cortejo e enterro,

Acompanhando o soluço do choro,

Da oração e do desespero

Pra quem há de dá naquela hora

O “vá com Deus" verdadeiro.

O calor vem das velas

E de um sol a pino,

Mas a santa sombra protege a gente

E deixa bem frio o sino.

É possível até descansar um pouco

Sacudindo o pó pegajoso e fino

Sob a mesma árvore frondosa e grande

Donde fica resguardado o sino.

Almas boas ou almas penadas,

Benfazejas ou condenadas,

Todas ouvem o mesmo som,

O som das rezas, das preces e dos hinos

Mas ninguém passa um minuto sem escutar

O repicar teimoso e triste do sino.

E batem o sino novamente...

Outra vez, insistentemente

Porque aquele que por ali passa

Quer por tradição, crença ou pirraça

Fazer o badalo vibrar o sino.

Ferro com ferro, aço com aço,

Batem o sino na ida,

Batem o sino na volta,

Seja homem, mulher ou menino,

Circulando pela cidade dos mortos,

Ouvindo sempre a mesmo nota

Da sinfonia monofônica do sino.

 

 

Escrito por Makalé Gomes às 22h15
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19/01/2010


VAZIO

Ó dor que me sufoca por dentro

Ó sentimento que consome meu chão

Que sensação de vazio trago no peito

Pensamentos perdidos deixados em vão.

 

Nada me consola em tal momento

Melhor seria se o nada tivesse efeito

Essa angustia que só me traz sofrimento

Demência forjada num mundo de tormentos.

 

Das expectativas abnegadas ou ausentes

Sobrou a inércia física de um corpo ao acaso

Terceira vista qual aço embaçado

Produto de um hiato esquecido na mente

 

Pseudo-lúcida, melancólica razão

De tal forma desprovida de sentido organizado

Mas que até certo ponto de fato é bem dotada

De lastimáveis e sofríveis movimentos

 

Revelam a falência dos propósitos da alma

De um ser limitado, passivo e covarde

Que impotente, impenitente ou resignado

Aceita calado sua sina, seu carma.

 

 

Escrito por Makalé Gomes às 11h49
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29/05/2009


 
 

"VIDA, MINHA VIDA: OLHA O QUE É QUE EU FIZ!"

Autor: Chico Buarque

Buscar na Web "Chico Buarque"

Categoria: Citação
Escrito por Makalé Gomes às 23h36
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20/05/2009


LEMBRANÇAS VELADAS

 

Foi ali

Às margens de um velho e sedimentado Monge,

Á sua correnteza defronte,

Encostado ao tronco torto de uma pequena árvore,

Entre a trilha e o barranco do rio,

Que um sentimento forjou seu ciclo

De atração,

Vida

E paixão.

De amor até a morte.

A mercê da sorte

E sem pensar nos riscos,

Só o afeto

Sincero e fatal

De fato contava.

Ânsia de prazer subornado a razão,

Ignorando a prudência dizendo: não!

 

São testemunhas os pássaros,

O ar,

A água e o barro;

As piabas,

Lagartixas, morcegos e os sapos;

Mariposas,

Camaleões,

A brisa e o mato.

E, até lá de cima, os aviões.

E mais adiante, do asfalto, o carro.

Viram tudo

E até hoje devem lembrar.

Alguns momentos mais breves,

Outros mais intensos.

Uns à sombra,

Outros ao luar.

 

Em efêmeras, mas emocionantes horas,

Libidinosos pensamentos

Eram contidos no limite do ato.

A tesão superava o medo,

O que nos motivava era o desejo

E o que nos dominava era a fome de amar.

E quantos beijos,

E quantas carícias

Aquele bosque contemplou

E que aos expectadores impressionava.

Contudo,

Quietos

Mudos

Ou perplexos,

Frente àquela modalidade de sexo

Que a pureza da virgem  caprichosamente zelava.

 

Amor que entre os deuses provocou debate

E às convenções sociais desafiou.

Na minha mente,

Porém,

Para sempre ficará velada

 

 

Escrito por Makalé Gomes às 21h38
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18/05/2009


SUA PELE

Sensação de prazer,

Por que não dizer: mágica,

Por assim dizer: prazerosa,

É sentir o toque em sua pele linda,

Pele clara, limpa e cheirosa;

Suave como o veludo,

Macia como as pétalas da rosa.

Delicada,

Levemente corada;

Exalando paixão.

Textura da seda,

Ou da fibra leve do algodão;

Essência de formosura,

Pura, gostosa, embriagadora.

Qualidade da pluma,

Fragrância da espuma sedutora;

Sensível, bela!

Derme, epiderme,

Tudo perfeito nela;

Nela como em nenhuma,

Gotas d’água viram néctar

Sobre sua cútis de flanela;

Como orvalho cristalizando a relva,

Cobrindo seus finos pelos;

Os pelos de uma Gata Selvagem,

A gata que habita minha selva.

Escrito por Makalé Gomes às 15h59
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30/12/2008


SEPULCRO CAIADO

Homem simulacro...

Por fora, vistoso, atraente

Até que bem cuidado!

Por dentro, carcomido,

Fétido, necrosado.

Tal catacumba,

Charmoso túmulo, de fato!

A aparência é de limpo,

Garboso, cheiroso, pintado:

Um mausoléu ornamentado,

Mas a substância é de limbo,

Seboso, mofento, ensebado,

E há vermes por todo lado!

À luz, reluz com a claridade,

Sobre o azulejo ou sobre o branco do mármore.

No fundo, o turvo e o dom da escuridão

Se aliam ao vácuo e ao desconforto da umidade.

Enganas, assim, os inocentes desavisados,

Que se admiram de tua aparente beleza,

De tua pseudo-bondade,

Incapazes de entrever

Sob a superfície do teu ser,

Ou para além da tampa da sepultura,

Uma verdade nua, absoluta e crua:

A essência de tua maldade.

Não sabem que tu nutres as lindas flores de cima

Com o estrume lúgubre que vem de baixo.

Hipócrita, enganador

Buraco de fossa disfarçado

Ô criatura dissimulada

O legítimo sepulcro caiado!

 

 

Escrito por Makalé Gomes às 18h33
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GÊNESES DO MAL

A ganância gera a desigualdade

A desigualdade gera a pobreza

A pobreza gera o desespero

O desespero gera a revolta

A revolta gera o ódio

O ódio gera o conflito

O conflito gera a guerra

A guera gera a morte...

Mas a guerra também é promovida pelos gananciosos

Então, o ciclo continua.

Escrito por Makalé Gomes às 18h29
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30/11/2008


PENANDO E GERUNDIANDO

 

Cheguei à parada

E fiquei encostado

Na mureta quebrada...

Primeiro de pé,

Depois sentado,

De qualquer forma esperando

O coletivo lotado,

Meia-hora atrasado,

Mas que já vinha chegando.

 

O motorista irritado,

A marcha só emperrando...

Um cobrador aloprado,

Um rapazinho “viado”,

E um soldado mangando.

 

A mulher gorda empurrando...

Tinha um sovaco vencido,

Minha cabeça doendo,

O carro todo fudido

E um canalha peidando.

 

O saco da velha rasgado,

O frango gelado pingando,

Um baixinho sofrendo,

Tudo balançando,

E um sujeito tarado,

Na boazuda encostado

E um tal menino chorando.

 

Meu tronco empenado,

A estudante sorrindo,

A doida só reclamando...

Um calor arretado,

A lataria batendo,

O motor fumaçando,

A mulher gorda voltando,

Meu corpo todo pendendo

E o menino mamando.

 

A sirene apitando,

Algumas pessoas descendo,

Outras pessoas sentando,

Um mal-cheiro danado,

Eu já ficando enjoado

E o menino golfando.

 

Meu destino chegando!

O busu-velho freando,

O pé-redondo tombando,

O menino dormindo

E eu finalmente... “vazando”.

 

Ô viagem infeliz. Puta merda!!

Escrito por Makalé Gomes às 22h01
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15/05/2008


 

GATA NA CAÇA

 

Quando se aproxima

Atenta, arisca

Como tigresa na mata,

Num encontro secreto,

Se arrisca;

Quando me abraça,

Amansa, relaxa,

Carinhosa,

Toda leoparda,

Manhosa (jaguatirica dengosa!)...

Quando me beija

É rápida

Como gueparda na caça,

Quando procuro sua boca

Já não acho...

Ciumenta e desconfiada

Como onça parda;

Mas quando quer sexo e goza,

É leoa,

Voraz,

Valente, fogosa...

Te quero assim,

Apaixonada ou zangada,

Com garras afiadas

E cravadas

No meio das minhas costas

(Me rasga danada!)

Quando descansa, enfim,

É simplesmente gata pra mim

Castanho ou pintada,

Puma fêmea camuflada...

Então, suçuarana malvada,

Vai embora pra casa,

E me deixa de lado,

Prostrado;

Quero mais,

Peço, imploro,

Mais nada...

Ah selvagenzinha!

Puramente felina,

Que adoro.

 

Categoria: Citação
Escrito por Makalé Gomes às 17h42
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