ÉTER- NA- MENTE


30/11/2008


PENANDO E GERUNDIANDO

 

Cheguei à parada

E fiquei encostado

Na mureta quebrada...

Primeiro de pé,

Depois sentado,

De qualquer forma esperando

O coletivo lotado,

Meia-hora atrasado,

Mas que já vinha chegando.

 

O motorista irritado,

A marcha só emperrando...

Um cobrador aloprado,

Um rapazinho “viado”,

E um soldado mangando.

 

A mulher gorda empurrando...

Tinha um sovaco vencido,

Minha cabeça doendo,

O carro todo fudido

E um canalha peidando.

 

O saco da velha rasgado,

O frango gelado pingando,

Um baixinho sofrendo,

Tudo balançando,

E um sujeito tarado,

Na boazuda encostado

E um tal menino chorando.

 

Meu tronco empenado,

A estudante sorrindo,

A doida só reclamando...

Um calor arretado,

A lataria batendo,

O motor fumaçando,

A mulher gorda voltando,

Meu corpo todo pendendo

E o menino mamando.

 

A sirene apitando,

Algumas pessoas descendo,

Outras pessoas sentando,

Um mal-cheiro danado,

Eu já ficando enjoado

E o menino golfando.

 

Meu destino chegando!

O busu-velho freando,

O pé-redondo tombando,

O menino dormindo

E eu finalmente... “vazando”.

 

Ô viagem infeliz. Puta merda!!

Escrito por Makalé Gomes às 22h01
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BRASIL, Nordeste, TERESINA, MARCOS AURÉLIO G. DA SILVA, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Livros, Arte e cultura
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