ÉTER- NA- MENTE


30/12/2008


SEPULCRO CAIADO

Homem simulacro...

Por fora, vistoso, atraente

Até que bem cuidado!

Por dentro, carcomido,

Fétido, necrosado.

Tal catacumba,

Charmoso túmulo, de fato!

A aparência é de limpo,

Garboso, cheiroso, pintado:

Um mausoléu ornamentado,

Mas a substância é de limbo,

Seboso, mofento, ensebado,

E há vermes por todo lado!

À luz, reluz com a claridade,

Sobre o azulejo ou sobre o branco do mármore.

No fundo, o turvo e o dom da escuridão

Se aliam ao vácuo e ao desconforto da umidade.

Enganas, assim, os inocentes desavisados,

Que se admiram de tua aparente beleza,

De tua pseudo-bondade,

Incapazes de entrever

Sob a superfície do teu ser,

Ou para além da tampa da sepultura,

Uma verdade nua, absoluta e crua:

A essência de tua maldade.

Não sabem que tu nutres as lindas flores de cima

Com o estrume lúgubre que vem de baixo.

Hipócrita, enganador

Buraco de fossa disfarçado

Ô criatura dissimulada

O legítimo sepulcro caiado!

 

 

Escrito por Makalé Gomes às 18h33
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GÊNESES DO MAL

A ganância gera a desigualdade

A desigualdade gera a pobreza

A pobreza gera o desespero

O desespero gera a revolta

A revolta gera o ódio

O ódio gera o conflito

O conflito gera a guerra

A guera gera a morte...

Mas a guerra também é promovida pelos gananciosos

Então, o ciclo continua.

Escrito por Makalé Gomes às 18h29
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BRASIL, Nordeste, TERESINA, MARCOS AURÉLIO G. DA SILVA, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Livros, Arte e cultura
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