ÉTER- NA- MENTE


20/05/2009


LEMBRANÇAS VELADAS

 

Foi ali

Às margens de um velho e sedimentado Monge,

Ás suas águas correndo defronte,

Encostado ao tronco torto de uma pequena árvore,

Entre a trilha e o barranco do rio,

Que um sentimento forjou seu ciclo

De atração,

Vida

E paixão.

De amor até a morte.

A mercê da sorte

E sem pensar nos riscos,

Só o afeto

Sincero e fatal

De fato contava.

Ânsia de prazer subornado a razão,

Ignorando a prudência dizendo: não!

 

São testemunhas os pássaros,

O ar,

A grama e o barro;

As piabas,

Lagartixas, morcegos e os sapos;

Mariposas,

Camaleões,

A brisa e o mato.

E, até lá de cima, os aviões.

E mais adiante, do asfalto, o carro.

Viram tudo

E até hoje devem lembrar.

Alguns momentos mais breves,

Outros mais intensos.

Uns à sombra,

Outros ao luar.

 

Em efêmeras, mas emocionantes horas,

Libidinosos pensamentos

Eram contidos no limite do ato.

A tesão superava o medo,

O que nos motivava era o desejo

E o que nos dominava era a fome de amar.

E quantos beijos,

E quantas carícias

Aquele bosque contemplou

E que aos expectadores impressionava.

Contudo,

Quietos

Mudos

Ou perplexos,

Frente àquela modalidade de sexo

Que a pureza da virgem  caprichosamente zelava.

 

Amor que entre os deuses provocou debate

E às convenções sociais desafiou.

Na minha mente,

Porém,

Para sempre ficará velada

 

 

Escrito por Makalé Gomes às 21h38
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18/05/2009


SUA PELE

Sensação de prazer,

Por que não dizer: mágica,

Por assim dizer: prazerosa,

É sentir o toque em sua pele linda,

Pele clara, limpa e cheirosa;

Suave como o veludo,

Macia como as pétalas da rosa.

Delicada,

Levemente corada;

Exalando paixão.

Textura da seda,

Ou da fibra leve do algodão;

Essência de formosura,

Pura, saborosa, embriagadora.

Qualidade da pluma,

Fragrância da espuma sedutora;

Sensível, bela!

Derme, epiderme,

Tudo perfeito nela;

Nela como em nenhuma,

Gotas d’água viram néctar

Sobre sua cútis de flanela;

Como orvalho cristalizando a relva,

Cobrindo seus finos e irisados pelos;

Os pelos de uma Gata Selvagem,

A gata que habita minha selva.

Escrito por Makalé Gomes às 15h59
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BRASIL, Nordeste, TERESINA, MARCOS AURÉLIO G. DA SILVA, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Livros, Arte e cultura
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